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O Agrupamento de Alumni providencia aos seus Membros vários benefícios como sejam o acesso gratuito às sessões de continuidade que integram o Alumni Learning Program, melhores condições nos diversos programas da Escola, networking com professores, colegas e dirigentes de diferentes setores económicos nacionais, acesso à plataforma exclusiva AESEConnect (Versão web e App) e ligação à rede mundial de escolas associadas do IESE Business School.

Mas, para além disso, o Agrupamento de Alumni tem também um papel fundamental a apoiar o crescimento da Escola, contribuindo para o financiamento de bolsas de estudo, infraestruturas, criação de conhecimento e desenvolvimento do corpo docente.

Neste sentido, caso deseje fazer-se Membro do Agrupamento de Alumni ou reativar a sua adesão, pode efetuar o pagamento da respetiva quota anual (sem necessidade de regularização das quotas de anos anteriores), ou efetuar alguma contribuição extraordinária.

Continuamos a crescer juntos!

António Pita de Abreu
Presidente do Agrupamento Alumni AESE

José Luís Simões

09-06-2020

Carmo Castro

18-06-2020

Gonçalo Andrade

25-06-2020

Rui Gomes

02-07-2020

Lídia Tarré

16-07-2020

Paulo Lopes Marcelo

23-06-2020

André Monteiro

29-07-2020

Mobirise

O que aprendemos com a pandemia Covid-19
A visão de uma empresa de Cuidados Respiratórios ao Domicílio (CRD)

André Monteiro

Direto Geral, Gasoxmed
Atual participante do 45º PADE

Nesta época tão única a nível mundial, todos fomos chamados a enfrentar novos desafios e a implementar novas formas de trabalhar dentro de uma realidade sem precedentes. Fazendo parte uma multinacional líder mundial em gases, tecnologias e serviços para a Industria e Saúde presente em mais de 80 países, foi com muito orgulho, e até satisfação pessoal, que ao longo dos últimos meses pudemos dar o nosso contributo, a nossa pequena gota de água, num oceano de ações conjuntas e com um mesmo objetivo, salvar vidas face a esta pandemia.

Com uma oferta Grupo de cuidados de Saúde global (Continuum of Care), desde a prevenção com a nossa oferta de produtos de higiene e desinfeção, aos cuidados a pacientes em estado mais grave nos hospitais (Hospital Care), a serviços entre o Hospital e o Domicílio (Community Care), ao acompanhamento e cuidado dos pacientes crónicos no seu domicílio (Home HealthCare), a produtos de bem estar e até inclusive produção de vacinas, conseguimos disponibilizar durante esta fase tão crítica um conjunto muito importante de serviços para toda a sociedade. Dentro de todo este contexto, a produção e distribuição de gases medicinais em hospitais, em especial oxigénio, assim como os nossos serviços a pacientes de Cuidados Respiratórios Domiciliários em cada uma das suas casas, estiveram em principal evidência, demonstrando todo o seu valor acrescentado para cada de nós enquanto cidadãos.

Tudo “começa” no final de Fevereiro. Desde logo, e tal como sempre foi, a nossa preocupação principal e prioridade nº1 passou pela proteção dos nossos colaboradores. Apesar das dificuldades que todos vivemos com a escassez de equipamentos de proteção individual a nível mundial, o facto de integrar uma multinacional de tão grande dimensão foi-nos permitindo ter as condições necessárias para continuar a prestar o nosso serviço com a maior segurança para preservar a qualidade de vida dos nossos pacientes.

Outra etapa chave passou pela adaptação a esta nova realidade de todos os nossos planos de continuidade do negócio já existentes, por forma a poder manter o serviço prestado todos os dias aos nossos pacientes. Passando por uma cooperação com as autoridades de saúde de cada país fomos capazes de direcionar os nossos recursos materiais (em especial ventiladores) para os locais onde estes mesmos eram fundamentais, os serviços de urgência dos hospitais que iam fazendo o melhor que sabiam e podiam neste ambiente tão desconhecido e incerto para todos nós, em especial naqueles momentos iniciais. O apoio da multinacional foi também aqui fundamental. Células de crise centrais diárias para partilhar aprendizagens em todo o mundo que pudessem ser úteis a outros países foram chave para ir aprendendo o mais rápido possível com as dificuldades de outros países, mas também com tudo o que de bom íamos fazendo por toda a Europa e Mundo.

Não foi fácil e continuará a não o ser, por muito que comecemos a conhecer algo mais sobre este novo vírus e realidade, mas o sentido de serviço aos pacientes que visitamos diariamente,

tão típico e característico de uma empresa de CRD, permitiu-nos dar continuidade aos nossos serviços. O medo e a incógnita de poder trazer “algo desconhecido” para casa todos os dias para aqueles que nos são mais próximos e que mais amamos, era suplantado por um sentido de um “bem maior” para todos nós enquanto comunidade, salvar vidas nesta crise sem precedentes. Conseguimos continuar a fornecer oxigénio aos nossos hospitais batendo todos os recordes de produtividade e realizando feitos nunca antes vistos nem imaginados, mas sobretudo, conseguimos dar continuidade da melhor forma possível a todos os serviços que prestamos dentro desta cadeia global de cuidados respiratórios. E voltando à nossa prioridade nº1, tudo isto foi conseguido sem qualquer caso de contágio nos nossos colaboradores, grande parte deles em contactos diretos diários com pacientes.

Mas é de facto este sentido de serviço, o querer trabalhar para um bem maior, o conseguir melhorar a qualidade de vida dos nossos pacientes e acompanhá-los em todos os momentos que tanto nos caracteriza. Há uns anos atrás, com uma experiência muito pessoal de cuidados respiratórios que eram prestados a familiares que me eram muito próximos já numa fase terminal, pude confirmar que trabalhamos em algo muito distinto e com muito valor. Contudo, estes momentos vieram ainda mais uma vez reafirmar a importância do que fazemos, ainda que por vezes seja até de alguma forma algo “pouco conhecido do normal cidadão”, mas que sem qualquer tipo de dúvida fundamental para todos nós. O poder estar no conforto das nossas casas e com os nossos entes queridos, continuando assim a receber os cuidados respiratórios ao domicílio que necessitamos é algo inigualável, dando a cada um dos nossos pacientes mais força e alento para enfrentar uma situação tão extrema quanto esta. Para garantir isso mesmo, assim como a confiança nos nossos serviços, todos os nossos protocolos foram adaptados para este novo contexto e criamos novas condições para os nossos colaboradores. Os processos de desinfeção dos nossos equipamentos foram reforçados para eliminar qualquer possível contágio, os canais de contacto com os nossos pacientes foram adaptados para os mais adequados em função de cada paciente e seus familiares passando também pela disponibilização de uma linha de ajuda psicológica aos nossos colaboradores com vista a que cada um de nós pudesse estar no seu melhor, dentro deste contexto de confinamento e incerteza com a pandemia.

Com um pouco mais de distância daqueles primeiros meses tão duros com algo tão desconhecido, estou plenamente convencido que tudo isto mudará paradigmas nas nossas formas de trabalhar, mas seguramente nos tornará mais fortes e o nosso valor será cada vez mais reconhecido. Tal como em muitos outros sectores, o teletrabalho veio para ficar, os fluxos de papel cada vez mais tendem a desaparecer com a chegada de uma “digitalização forçada” tanto interna como externa e as viagens irão seguramente reduzir-se privilegiando um maior equilíbrio entre a vida pessoal e laboral.

Mas que acima de tudo, fica-nos no meio de tudo isto a convicção plena de que cá continuaremos a estar com um compromisso cada vez mais forte para dar o melhor de cada um de nós todos os dias, sempre no sentido da melhoria da Qualidade Qualidade de Vida dos nossos pacientes.


Mobirise

As crises aceleram o tempo 

Paulo Lopes Marcelo

Vogal do Conselho de Administração ERSAR
Alumni do 13º Executive MBA AESE 

As crises aceleram o tempo. Esta não será diferente. Apesar do vírus nos ter feito parar em casa, acelerou várias mudanças sociais, como a digitalização da economia, o teletrabalho, com menos viagens e uma economia mais local. Não sabemos ao certo o que futuro nos vai trazer, mas o curto prazo seja mais pobre, endividado e desigual. E sobretudo mais incerto.

Mas nem tudo é negativo. Ao recordar-nos a nossa fragilidade, a pandemia fez-nos valorizar os que estão mais próximos, em especial a família, amigos e até os vizinhos. Deu-nos tempo para nós próprios e para o nosso interior. E se houver abertura para isso, pode até despertar em nós mais atenção ao “outro” e às suas necessidades. 

A pandemia trouxe novos problemas que carecem de soluções inovadoras. A pobreza e a fome voltaram ao quotidiano: o que já se nota nas nossas cidades, onde os turistas deram lugar a pedintes e sem-abrigo. Há cada vez mais pessoas sós, em especial os idosos. Na educação, muitas famílias não têm acesso à internet ou a computadores, tornando a igualdade de oportunidades uma miragem.

Mas os meses de confinamento trouxeram também exemplos inspiradores, como a comunidade #tech4COVID19, que acompanhei desde os primeiros dias: começou pequena e vibrante, mas cresceu muito e hoje agrega centenas de engenheiros, cientistas e profissionais de saúde. Desta rede de voluntários surgiram soluções inovadoras para problemas concretos, como o Student keep que recolhe, prepara e entrega computadores a alunos carenciados; o Tools4Edu que divulga ferramentas tecnológicas para o ensino à distância; ou o SOSvizinho, uma rede de apoios especializados para grupos isolados e com maior risco. Muitos outros exemplos existem: a inovação social e tecnológica não vai parar.

Aproximam-se as férias de verão, onde podemos criar espaço para perceber, a nível pessoal e nas nossas organizações, o que fazer para ajudar a resolver os novos problemas que encontramos à nossa volta. Cada um na sua circunstância, nas comunidades e redes a que pertence. O covid19 vai ficar connosco por algum tempo. Não podemos permitir que se transforme no vírus do medo ou da indiferença. Olhar para o “outro” com uma atitude de acolhimento e serviço só depende de cada um de nós.


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AESE – O TEMPO COVID-19 – o tempo em que nos tiraram a rede

Lídia Tarré

Administradora, Gelpeixe
Alumna do 44º PADE da AESE

A primeira vez que ouvi testemunhos de Covid-19, foram relatos diretos do nosso cliente de Macau. Um cliente muito especial, com quem temos uma parceria há mais de 15 anos. Assustado com as vendas, os produtos a caminho, a saúde, o mercado, um misto de emoções e de receios… Quando desliguei o telefone, disse ao meu colega com quem preparava mais uma viagem para explorar novos mercados e colocar mais uma bandeira Gelpeixe no mundo: “…que nós nunca saibamos o que isto é…”.  

Ingenuidade a minha, a de pensar que a globalização impermeabilizava as coisas menos boas e promovia só as melhores.

Pouco mais de um mês depois, o primeiro caso era diagnosticado em Portugal, no mesmo momento em que marcávamos presença numa feira internacional, em solo nacional, onde constatámos imediatamente que o comércio internacional tendia a profundas mudanças nos tempos seguintes.

Mas estes são os nossos tempos…

Na Gelpeixe, começámos desde cedo a colocar no terreno a regras de segurança necessárias: medição de temperatura, distanciamento social, álcool gel disponível em vários locais, redução das reuniões presenciais ao que é estritamente necessário, o fim das deslocações internacionais, o teletrabalho para quem era possível, entre outras. Mais tarde, implementámos as máscaras, as viseiras e tudo o que pudemos recorrer para reduzir ao máximo o risco de contágio e a segurança das nossas pessoas.

As encomendas de retalho subiram, as nossas operações foram levadas ao limite e as nossas pessoas, “os nossos heróis”, uma vez mais corresponderam: era preciso alimentar Portugal!

Durante vários dias, identificámos e reconhecemos a dedicação de cada pessoa, individualmente, no Facebook como um pequeno gesto de agradecimento, porque somos uma empresa feita de pessoas para pessoas.

Para 2020, na Gelpeixe, a palavra de ordem era “consolidação”. Depois de 3 anos de constantes investimentos e mudanças transversais a toda a empresa com muito “sangue, suor e lágrimas”, acreditámos que este seria o nosso rumo, mas a atual pandemia veio mudar-nos os planos.

Sexta-feira, 13 de março, foi o primeiro dia desta nova fase das nossas vidas. E da minha vida: Lídia-mãe, Lídia-empresária, Lídia-doméstica, Lídia-cozinheira, Lídia-explicadora, Lídia-educadora.

Palavras como “teams”, “zoom”, “webex” ou “webinar”, passaram a ser comuns e a proximidade ganhou outra dimensão. A transformação digital passou a ser a principal prioridade na comunicação e as verdadeiras redes passaram a ter ainda mais valor. A partilha nacional e internacional de experiências boas e más, dentro e fora sector; o impacto nas empresas, bom e mau; nas pessoas, nas famílias e em cada um de nós. Não estamos sozinhos!

Hoje, quase 4 meses depois, dou graças a Deus de estarmos com saúde!

Quanto a este tempo, este nosso novo tempo, para mim, enquanto pessoa, enquanto Lídia, foi tempo de reflexão, de um isolamento positivo, que me permitiu ter tempo, mas um tempo diferente. Tempo para tentar recuperar “alguma coisa eu perdi” como canta Mariza, tanto dos meus filhos, como de mim mesma. Tempo para dar valor, tempo para dar espaço às coisas mais simples, em que na correria do dia-a-dia, geralmente, nos escapam pelos dedos.

Não sabemos quando iremos sair deste tempo a que chamam de “o novo normal”, mas acredito, que vamos sair muito diferentes desta experiência, enquanto pessoas. E quero mesmo acreditar que vamos sair desta situação mais humanos.

O período que vivemos reflete um tempo que nos veio dar uma lição de vida: aquela que nos recorda de que nada é garantido; de que alguns paradigmas têm de ser quebrados, especialmente aquela que define os “(pre)conceitos” do que é certo ou errado, bom ou mau…

Será uma nova forma de trabalharmos, de nos relacionarmos, de gerirmos, de comprarmos, de comunicarmos. Diria mesmo, que, uma nova forma de sentirmos e de sermos.

Estou com muitas saudades dos sorrisos presenciais, dos beijos e dos abraços de quem gosta e de quem precisa de “estar presente”.

Para o futuro, este futuro, contemplo os “4C”: cultura empresarial baseada em valores, missão e propósito; cooperação em ecossistemas colaborativos e sinérgicos; confiança e a fé fundamental para erguer a economia; coragem para continuarmos a navegar por estes tempos ventosos, sem rede, e fazer o que é certo e não o que é fácil!  

Mobirise

Facility Management

Rui Gomes 

Managing Director na ISS Facility Services Portugal
Alumnus 45º PADE

Mobirise

A saúde e o bem-estar assumirão maior significado nos tempos que virão. O bem-estar no local de trabalho deixará de ser um good-to-have, passando a um must-have no mundo pós-COVID. 

Sensivelmente, há pouco mais de 8 anos, mais precisamente em março de 2012, o Grupo ISS questionou-se como seria o Facility Management em 2020. Do ponto de vista da inovação e sustentabilidade, começámos a desenhar o que entendemos ser o cenário mais provável de gestão de instalações em 2020. Para isso, foram realizados inquéritos e workshops a mais de 300 executivos do Grupo e 50 especialistas internacionais.

As principais conclusões do estudo, que posteriormente foi chamado de: 2020 A Visão do Futuro do FM, revelaram que o setor seria determinado pelo avanço de novas tecnologias, nova regulamentação e novos requisitos dos clientes. Outras questões que foram igualmente abordadas, pelos principais players do sector dos Facility Services, e que se esperava que fossem decisivas, foram a sustentabilidade, o aquecimento global, os desafios ambientais e a escassez de recursos.

A mensagem para o futuro começou com uma citação de Peter Drucker, em que dizia que “A melhor maneira de prever o futuro é criá-lo”. Até agora, em 2020, nenhum dos players envolvidos neste sector poderia ter imaginado um futuro como aquele em que estamos atualmente.

À medida que o mundo enfrentava um abrandamento económico em 2019, que ameaçava desencadear uma recessão global, as organizações não faziam ideia de que o pior ainda estava para vir sob a forma de pandemia Covid-19. Com o contágio a causar estragos no início de 2020, os locais de trabalho tiveram de ser encerrados; colaboradores tiveram que confinar e trabalhar remotamente sempre que possível. O confinamento foi imposto na maioria das geografias, a fim de controlar a pandemia e minimizar a perda de vidas. No entanto, hoje com uma melhor compreensão do contágio, as organizações estão lentamente a avançar para a reabertura dos seus edifícios e escritórios, ao mesmo tempo que aderem às rígidas regras governamentais de segurança e higiene.

A pandemia causada pelo Covid-19 mudou as regras do jogo e abriu um cenário radicalmente diferente do que poderíamos ter imaginado, não tanto como em 2012, mas apenas há um ano.

Estamos neste momento numa altura em que as empresas têm de redefinir as suas estratégias para se adaptarem a este novo panorama, que trouxe consigo o Covid-19, bem como definirem a consequente importância e visibilidade que adquiriram a higiene e a limpeza dos espaços de trabalho. Sabemos que, no contexto de todas as alterações no quadro regulamentar e das adaptações necessárias nos processos e políticas corporativas, o Facility Manager começou a ganhar relevância e peso dentro das organizações. Neste regresso ao trabalho, será mais necessário do que nunca, tornar visível o trabalho do Facility Manager.

A experiência dos colaboradores está no topo das agendas das organizações, as empresas querem garantir que os mesmos se sintam seguros e protegidos no local de trabalho; e, no entanto, existe uma preocupação geral sobre o custo de adaptação do local de trabalho para corresponder às rigorosas normas de distanciamento social, juntamente com os elevados padrões de higiene. Por conseguinte, esta necessidade deverá ser atendida por uma solução holística, que possa responder a todos os requisitos do local de trabalho, mantendo os custos controlados. É aqui que o Facility Manager pode intervir. Os players deste sector estão a implementar soluções com a aprendizagem dos países já afetados pelo Covid-19 - introduzindo boas práticas, tecnologia e soluções inovadoras a preços competitivos para responder aos desafios atuais e futuros no local de trabalho.

A saúde e o bem-estar assumirão maior significado nos tempos que virão. Ao bem-estar físico e mental de cada colaborador terá de ser dado prioridade máxima para garantir a elevada produtividade. Que o sentimento de insegurança não desfoque o essencial. O bem-estar no local de trabalho deixará de ser um good-to-have, em vez disso, tornar-se-á um must-have no mundo pós-COVID. As organizações irão, cada vez mais, absorver as melhores práticas, comportamentais e tecnológicas orientadas para o design dos espaços, para estabelecer um local de trabalho saudável, sustentável e centrado nas pessoas através de certificações de bem-estar.

Contudo, para além das tecnologias e inovação ao dispor e a serem desenvolvidas, será essencial que as equipas de Facility Management tenham sempre as pessoas no centro das suas responsabilidades. Numa altura em que se caracteriza por uma incerteza generalizada, o Facility Manager deverá fornecer informações em tempo real e formar colaboradores, especialmente os trabalhadores da linha da frente, a fim de garantir que o regresso ao trabalho seja o mais seguro possível para todos. Será desta forma que as pessoas poderão adaptar-se e desenvolver-se no "novo normal".

Hoje, o Facility Management está a contribuir decisivamente não só para o regresso ao trabalho, mas também para o planeamento e gestão das mudanças que terão de ser feitas a médio e longo prazo nos espaços de trabalho. Porque a preparação do espaço é essencial, o regresso dos colaboradores ao local de trabalho será fundamental para a gestão do espaço e das pessoas que o vão ocupar.

Numa primeira fase, que muitas organizações já passaram com sucesso, o Facility Manager é responsável pela coordenação dos processos de preparação necessários à reabertura dos locais de trabalho. Processos que vão desde a identificação dos departamentos envolvidos na adaptação e manutenção de instalações e espaços para o seu bom funcionamento, bem como a comunicação e formação de colaboradores em novos processos e orientações de atuação.

Numa segunda fase de regresso efetivo ao local de trabalho, altura em que muitas organizações já estão, grande parte dos esforços incidiram na adaptação do serviço, na distribuição de espaços e no fluxo de pessoas.

Mas para além destes primeiros momentos, gostaria, como foi feito em 2012, de projetar o nosso olhar para o futuro. Para além da urgência do momento, é importante destacar a dimensão estratégica da terceira e última fase. Quando as empresas e os modelos já se adaptarem às mudanças que a pandemia nos trouxe, será tempo de apostar na transformação do serviço. Uma transformação que será uma oportunidade de melhoria de uma perspetiva mais estratégica e que se centrará nas melhores práticas, inovação ou tecnologia que nos permitam dar uma resposta mais qualitativa às novas necessidades geradas pela Covid-19 a médio e longo prazo.

Respostas que envolverão uma revisão necessária dos SLA (Acordo de Nível de Serviço) e do KPI (Indicadores-Chave de Desempenho) em que será essencial ter a experiência do Facility Manager na tomada de decisões. Numa situação que nos obriga a repensar o futuro do ambiente de trabalho, acreditamos que é tempo de apostar decisivamente na utilização da tecnologia e da inovação. As possibilidades que o IoT (Internet das Coisas), a Worplace Analytics ou a Big Data já nos oferecem, permitem-nos obter rastreabilidade sobre o serviço e realizar uma análise em tempo real que será decisiva para dar ao Facility Management uma nova dimensão dentro da dinâmica de trabalho.

A mudança será sempre a única constante na vida e o mundo continuará a evoluir para encontrar as soluções certas. Para os players no sector do Facility Management, significa manter continuamente a sustentabilidade no centro das relações comerciais. Todas as soluções, desde produtos/métodos utilizados para a limpeza e desinfeção aos processos de procurement e supply chain; todos terão de conduzir a um universo sustentável. Só assim o mundo poderá realmente experimentar uma qualidade de vida melhor.

O futuro que nos espera no campo do Facility Management não será tanto uma transformação, mas uma reinvenção. Pois, tal como em 2012, continuamos convencidos de que a melhor maneira de prever o futuro é aproveitar o momento presente para o (re)inventar.


Mobirise

O sector das frutas, legumes e flores (FLF).

Gonçalo Santos Andrade

Presidente da Portugal Fresh
Presidente do 1.º GAIN
25.º PDE

No passado dia 26 de Fevereiro tive o privilégio de assistir em família à audiência geral de Sua Santidade o Papa Francisco, no Vaticano, no primeiro dia da Quaresma. No decorrer da audiência o Papa Francisco concedeu a Benção Apostólica a todos os presentes, extensível aos familiares. Tenho na AESE uma enorme família e por isso gostaria de começar por partilhar esta Benção de Sua Santidade o Papa Francisco com cada um de vós.

Toda a cadeia agro-alimentar tem demonstrado um enorme profissionalismo no

actual contexto de excepcionalidade que o País, a Europa e o Mundo atravessam.Os consumidores têm tido à sua disposição produtos frescos e transformados de elevada qualidade e com segurança alimentar.

Temos assistido a uma enorme campanha de promoção de privilegiarmos a compra de produtos nacionais, desde o início da pandemia. Esta campanha é importante e muito bem-vinda mas não nos podemos esquecer que estamos num mercado global e cada vez mais dependentes das nossas exportações para conseguirmos maximizar a remuneração aos produtores.

A Europa é responsável por cerca de 20% do consumo mundial de frutas e legumes e Portugal tem apenas 2% dos consumidores da União Europeia. Nos próximos dez anos a Ásia passará a representar mais de 50% das compras mundiais do sector e a Europa decrescerá em termos percentuais embora se estime que cresça em valor devido a uma preferência generalizada por uma dieta saudável e equilibrada.

O sector das frutas, legumes e flores tem um volume de negócios de 3.079 milhões de euros e exporta 52% do que produz. Exportou, em 2019, 1.605 milhões de euros. Cerca de 85% do valor das exportações tem como destino países da União Europeia e 15% segue para países terceiros.

Entre Janeiro e Abril de 2020 o valor das exportações cresceu 9,1% face ao período homólogo do ano anterior. O mês de Abril, período crítico da pandemia, foi o mês em que o crescimento foi menos acentuado com apenas 7,4%. As plantas ornamentais e flores foram os produtos mais afectados com a paragem dos principais mercados durante as últimas duas semanas de março e as primeiras três semanas de abril e registaram um decréscimo no valor das exportações em ambos os meses.

O sector implementou rigorosos planos de contingência seguindo as indicações da DGS e OMS a fim de minimizar os riscos de infecção dos colaboradores no campo, escritório e centrais de concentração da oferta, normalização e expedição.

Os eventos internacionais entre meados de Março até Setembro foram cancelados ou adiados e prevemos uma retoma da promoção internacional no último trimestre de 2020 embora com bastantes limitações.

Temos encontrado nas plataformas web disponíveis as ferramentas alternativas para a promoção e comercialização junto de habituais e novos clientes.

O sector das frutas, legumes e flores não pára e as pessoas têm sido o principal factor de diferenciação. Temos líderes, gestores, colaboradores e equipas cada vez mais capacitados e competentes. O GAIN - programa de Direcção de Empresas Agrícolas e Agroindustriais - tem sido uma ferramenta chave para este sucesso.


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Carmo Castro 

Alumna do 2º AMEG e atual participante do 19º GOS - Gestão das Organizações Sociais

Trabalho numa multinacional no setor da Energia. Frequento atualmente o 19º GOS. Entrei neste Programa, não por acaso, mas quase de véspera, depois de terminar uma formação em Negociação 4.0. Ao ler a brochura dos Programas chamou-me a atenção qualquer coisa do género: “Economia Social tem de ser bem gerida, não chega a boa vontade!”. Entrei de imediato em processo de admissão ao Programa GOS, já tendo frequentado o AMEG 2019. Não trabalho em nenhuma associação ou entidade do setor de economia social, mas tenho vindo a colaborar ativamente na Gestão da IPSS que os meus 5 filhos frequentam.

E eis, que entro na AESE numa sala cheia, repleta de gente que acorda todos os dias com a missão de Fazer o Bem, Bem Feito. Em comum, todos manifestam um enorme orgulho na sua Instituição, apreço pelo trabalho, dedicação às dificuldades diárias. Percebi de imediato que estava a anos-luz de conseguir acompanhar a pedalada daquele amor laboral que brilhava nestes participantes. 

 Sempre me convenci de que conhecia o sector de economia social. Porém naquela altura deparei-me com um desafio: como gerir o Bem? Uma realidade que eu pensava que conhecia e afinal não sabia praticamente nada! Todos os anos de gestão, muitas formações académicas, congressos, palestras, de pouco me serviam para contar histórias verdadeiramente humanas e heroicas como as daqueles que ali estavam sentados. Naquela sala não havia discursos bónus, não havia divisão de lucros, não havia sócios, não havia folhas de Excel, não havia ascensão a carreiras de sucesso e relatórios extensos de expansão, nada havia daquilo que fiz durante anos. Encontrei corações, espíritos missionários, vontade de mudar o mundo, cada um dentro da sua realidade local.

E eis que surge o COVID 19, aquele vírus que fechou o mundo dentro de cada casa.

Mesmo em pleno caos, o GOS nunca parou.  

Todos erguemos as mangas e fizemos o levantamento das necessidades essenciais. Inicialmente foram muitos os pedidos de máscaras, gel, mas havia um em particular: alimentos! - arroz, atum, massa, azeite e farinha, e era um pedido especificamente do meu grupo de trabalho. (No final de Março, se nos recordarmos, todas as plataformas digitais de entrega de alimentos estavam com filas de espera de quase duas semanas. Não podíamos ficar parados!) Primeiro, com outro colega, fizemos o pedido ao Banco Alimentar, o qual rapidamente entregou parte dos alimentos a ser distribuídos. Mas continuava a faltar… Juntei os meus amigos, utilizei o Mbway, pedi aos meus colegas do AMEG 2019, a também do GOS, e em 3 horas tínhamos o plafond necessário para fazer face às necessidades do cabaz completo do mês de Abril. Liguei para um cliente (não devo referir o nome), expliquei-lhe o que estava a fazer e perguntei se poderia colaborar com o intuito de apoiar várias famílias em Sintra. Deu-se o verdadeiro milagre dos pães.

Com outra colega organizámos a recolha de uma campanha de uma marca conhecida de “queijinhos e frutas de beber”. Os mais carenciados também podem receber o que de bom se faz em Portugal! Um bom azeite, um bom detergente, uma boa fruta de beber. As marcas estão de facto a ser, e provavelmente já o eram, solidárias.

Fiquei chocada, quando entregamos um cabaz a um casal de 26 anos. Dois jovens que ficaram desempregados, trabalhavam na restauração, e já pouco tinham em casa. As lágrimas escorriam quando receberam o cabaz, o pão que já tinha dois dias… Esta é a nossa realidade. As manchetes não falam nisto, porque o terceiro sector é silencioso, não é vaidoso. E não quero com estas palavras envaidecer-me de absolutamente nada. Quero sim, continuar junto do meu local de trabalho, da minha família, com alguns clientes, a Fazer o BEM, Bem feito. Por ao dispor as minhas capacidades, e a dos meus colegas, amigos, para apoiar a gestão do setor de economia social. Esta sim é a minha maior motivação, que desconhecia. Na lufa a lufa do dia-a-dia, afinal o que nos move verdadeiramente?

Tantas e tantas histórias que tenho para contar, ficaria aqui linhas e linhas a descrever…

O Covid 19 não foi feliz em nada, principalmente para os que já viviam no limiar da pobreza, com ordenados reduzidos e rendas insuportáveis. E sabemos que isto não está no fim.  

Fome ninguém pode passar. Estejamos atentos a quem vive perto, ao nosso grupo de amigos, aos nossos familiares, aos nossos colegas. Nem todos entraram em lay-off, uns trabalham a um ritmo assustador, outros não podem ir trabalhar. Não podemos todos trabalhar no sector de economia social, mas podemos ajudar, colaborar, cada um dentro das suas possibilidades.

Dificilmente esquecerei o 19º GOS. Obrigada colegas, obrigada Grupo 3, Obrigada AESE. Sou outra pessoa, e os meus filhos serão outros, desde que vos conhecemos! Fazer o Bem, Bem feito não custa quase nada, e recebe-se tanto! 


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José Luís Simões

Presid. Cons. Administração Luís Simões

Agradeço à AESE Business School esta oportunidade de comunicar convosco.

Sou José Luís Simões, Presidente da Luís Simões, Operador Ibérico de Logística e Transportes. Nós estamos bem de saúde, com as nossas operações muito focadas nos produtos de grande consumo e a trabalhar arduamente para os principais produtores internacionais.

Mantemos em pleno a logística da cadeia de abastecimento de todos os clientes, mesmo com as dificuldades do impacto do COVID 19, ajustando as operações aos diferentes volumes e formatos. Vivemos o início com um pico de atividade relevante, que se ajustou progressivamente às necessidades - o horeca, o têxtil/fashion e as atividades industriais subitamente sem atividade, e os produtos alimentares, de higiene pessoal e farmácia com mais exigências. Creio que assegurámos tudo quando era quase impossível.

Protegemos e preparámos as nossas mais de 2.500 pessoas para a resposta a regras que estão em atualização permanente. Temos centenas de colaboradores em teletrabalho, muitos de férias, bolsas de horas e tudo o os que nos é legalmente permitido. E sim… continuamos a trabalhar duro!

Quando admitíamos que sabíamos fazer quase tudo, aparece um vírus que nos obriga a mudar quase tudo. Mas aprendemos, e confirmámos no terreno, que "a nossa diferença competitiva está nas nossas pessoas", suportados em muitos agradecimentos formais de clientes com um grau de exigência elevadíssimo, como resposta à nossa adaptação às diferentes necessidades e regras. E, internamente, as nossas pessoas lançam uma frase que se torna viral: "#EsteVírusNãoNosPára".

Aprendemos que a trabalhar podemos mudar muitas cosas, que o teletrabalho nos questiona sobre como devemos funcionar no futuro, mas é na relação com a incerteza das necessidades dos clientes que aprendemos mais. É possível ter soluções muito rápidas, corretas e eficazes.

Na China o símbolo para a palavra Crise conjuga perigo e oportunidade. No nosso setor há de tudo, mas acreditamos que também vamos todos perceber nos próximos meses quem tem soluções e quem tem problemas. Acreditamos que temos soluções e que estas se estão a adaptar progressivamente às necessidades dos nossos clientes, inclusive na sua transição para o e-Commerce. As regras de proteção das pessoas são uma oportunidade para ajustar a planificação de pedidos, cargas e entregas, melhorando (e muito) a produtividade em tempos, volumes e qualidade de serviço. Da nossa parte, depois do Verão arranca um armazém com muitíssima automatização, adaptado a estes tempos diferentes que vivemos.

O setor respondeu bem, garantindo a Supply Chain, e demonstrou a sua importância vital no abastecimento às populações.

Não estão a ser tempos fáceis, mas estamos cada vez mais próximos de deixar esta situação para trás. Quero deixar uma mensagem de ânimo a todas as empresas, organizações e pessoas que continuam a trabalhar todos os dias para que isto não pare. Quando tudo passar, juntos, sairemos mais fortes que nunca.

Temos Futuro. Há que encontrar soluções para os próximos tempos.

#EsteVírusNãoNosPára.


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